Ascensão e Queda do Clubhouse

Muita coisa mudou desde a última vez em que discutimos o Clubhouse, há pouco menos de dois meses. Se a princípio tomamos a perspectiva da indústria de podcasts, agora nos parece interessante revisar de forma mais ampla todo panorama das mídias sociais.

Na mesma velocidade em o aplicativo cresceu, grandes players como Twitter e Facebook se posicionaram. A questão principal é bastante relevante: sendo um recurso, não um produto, o que o Clubhouse oferece não é tão inatingível para os gigantes das redes sociais - olá, Twitter Spaces!

Aqui, devem ser considerados os grandes pontos de vantagem que esses aplicativos levam sobre este novo. O número de usuários já consolidados em cada rede, uma capacidade tecnológica superior para adicionar outras atualizações próprias e a realidade gritante de que faz mais sentido que esses aplicativos já consolidados tenham o recurso de áudio por conta própria, junto às demais possibilidades que já ofereciam.

Para além de mudar sua política de exclusividade em iOS no mês passado, agora abraçando o sistema operacional Android, o Clubhouse não mostrou muita agilidade.

Embora ainda existam muitos entusiastas que acreditam em seu potencial, uma parte significativa dos mercado não está tão otimista; simplesmente não parece ser um negócio lucrativo, especialmente a longo prazo.

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